História

1918
Em Maio de 1918 o casal António Joaquim da Fonseca e Laura Augusta Lima Aguillar, nascida em Vermioso, perto de Figueira de Castelo Rodrigo, doaram a propriedade à sua filha única, Esmeralda Alice Lima Aguillar Fonseca, nascida em Escalhão.
A doação
1932
Esmeralda Alice Lima Aguillar Fonseca casa-se José António Andrade Maia que, em 1932, mandou plantar as primeiras cepas tornando-se pioneiro na introdução de vinha no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. O primeiro vinho produzido na Quinta do Cardo recebeu o nome de Branco Maia, ostentando no rótulo a região a que pertencia então, a Região do Douro. A família desenvolve a quinta e a sua produção de vinho até princípios dos anos 80, altura em que Esmeralda Alice a vende a um irmão seu.
1983
É em 1983 que esta propriedade de 180 hectares, com cerca de 12 hectares de vinha tradicional com as castas típicas da Beira Interior, é comprada por Maria Luíza Lima e pelo seu marido, Artur Ribeiro da Silva, ambos nomes incontornáveis do panorama do vinho português.
1984
Em 1984 começaram a recuperar as instalações e construíram uma adega nova com as mais avançadas tecnologias da época, como por exemplo, a remontagem gasosa para vinificação de tintos, estabilização pelo frio em contínuo, prensa pneumática, pasteurização flash e cubas com atmosfera inerte.
1986
Foi engarrafado o primeiro branco Quinta do Cardo e em 1988 o primeiro tinto. A fama da marca subiu em flecha e rapidamente se perfilou entre os grandes vinhos portugueses, dando muito prestígio à então desconhecida Beira Interior. Importará lembrar que Maria Luíza Lima e Ribeiro da Silva sempre valorizaram as castas autóctones, elevando ao estrelato a Síria, entre as brancas, e o Mourisco (Marufo) e o Rufete nas tintas, tornando a Quinta do Cardo num ex-libris dos vinhos da Beira Interior e uma referência dos vinhos portugueses.
1988
Dois anos mais tarde iniciaram-se as novas plantações, que se concluíram só em 2001 e que conduziram a 24 hectares de Síria e Arinto e 22 hectares de Mourisco, Tinta-Roriz, Touriga-Nacional e Touriga-Francesa, privilegiando um equilíbrio entre as castas históricas da região e as famosas do Douro. Toda a produção ficou no regime de proteção integrada - uma novidade na época - e dotada de rega gota-a-gota, uma novidade na zona. Por sua vez, a vinha velha foi retanchada e recuperada o melhor possível, pois era considerado um tesouro vitícola da quinta.
1999
A notoriedade da quinta tornou-a muito desejada e Maria Luíza Lima e Artur Ribeiro da Silva venderam-na à Companhia das Quintas. Foi esta empresa que concluiu a plantação das novas vinhas e ampliou a adega, com a construção de um novo pavilhão, tendo em vista o aumento da produção.
2009
As vinhas passaram ao sistema de produção biológica, certificado pela Sativa. Foi um passo importante para a proteção da biodiversidade e do ecossistema agrícola, sendo que em 2014 todos os vinhos da Quinta do Cardo passaram a ser biológicos, o maior projecto com estas características em Portugal.
2021
A Quinta do Cardo foi adquirida em 2021 pelas famílias Artur Gama e Eva Moura Guedes, proprietários da Quinta da Boa Esperança, e António Mexia e Guta Moura Guedes, com a missão de continuar a desenvolver uma actividade vitivinícola onde os valores identitários da Beira Interior são a base, de renovar o interesse pelas castas autóctones, apostando também na internacionalização desta região. Dando sequência à sua qualidade e história, a nova equipa da Quinta do Cardo é dirigida pelo produtor de vinho Artur Gama, membro da família, e pelo enólogo Jorge Rosa Santos, sendo que como feitor e viticultor se manteve até 2023 Ermindo Coelho, que em 2022 somou 35 vindimas bem contadas no planalto da Quinta do Cardo Já no âmbito do projecto de exploração actual foram plantados 10 hectares de vinha Malvasia Fina, Síria e Fonte Cal, perfazendo agora um total de 79 hectares cultivados.
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